A contratação de um serviço de vigilância armada nem sempre traz segurança para as pessoas. Pode pelo contrário, representar fator extra de perigo, caso a empresa contratada não estiver com os papeis em ordem, e os vigilantes, bem treinados. Amedrontados e acuados pela violência crescente, no entanto, as pessoas vêm ignorando os riscos da contratação de empresas ilegais, diz Major Dejair Gonçalves, vice presidente da APBM/GO(Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Goiás).
Segundo ele, cerca de 2% dos condomínios de Goiânia com vigilância armada estão nas mãos dos clandestinos. E, nessa estimativa, incluem-se também condomínios de grande porte, não apenas os pequenos.
Para ele o primeiro passo ao contratar o serviço de segurança, é conhecer a empresa e verificar se tem registro junto a Policia Federal, “embora o policial tenha curso na área da policia civil, o curso de vigilante é diferenciado”. Por ter trabalhado anos na segurança pública na Policia Militar, Dejair acha importante que os vigilantes sejam bem treinados, e acredita que o vigia ajuda os policiais na prevenção, repressão e resolução de crimes, passando informações.
De acordo com dados da Policia Federal, existem 54 empresas de segurança privada especializadas(aquelas que vendem o serviço), e 26 empresas orgânicas(aquelas voltado para o próprio corpo da empresa) registradas em Goiás. Segundo o Sandro Paes Sandre, Delegado Chefe da Policia Federal, as empresas precisam obedecer a três critérios: primeiro o vigilante tem que ser formado e registrado na policia, e a cada dois anos fazer curso de reciclagem, segundo a empresa tem que ter o alvará que autoriza o funcionamento da mesma e ser registrada na Policia Federal e por último o vínculo empregatício(da empresa com o empregado) sem esses requisitos não estão consideradas legais para atuarem na área de segurança. A autorização de funcionamento das empresas de segurança é revista anualmente. Para que seja renovada é necessário apresentar documentos que comprovem a regularidade da empresa com as normas que regulamentam a atividade, como comprovante de quitação das multas que tenham sido aplicadas à empresa no período.
Condições de funcionamento de uma empresa de segurança
Uma empresa de segurança privada, para exercer sua atividade armada ou desarmada, necessita ter competência técnica e habilitação legal, comprovada através dos seguintes documentos, renovados anualmente:
• Certificado de Segurança – emitido pelo Departamento de Policia Federal, certificando que a empresa foi fiscalizada e está em condições técnicas de prestar serviços.
• Autorização de Funcionamento – emitida pelo Ministério da Justiça, com publicação no D.O.U.(Diário Oficial da União) permitindo que a empresa possa atuar nesse segmento econômico.
• Revisão da Autorização de Funcionamento – documento fornecido pela Policia Federal, anualmente, a fim de confirmar a competência da empresa apta a operar na atividade.
• Comprovante do pagamento de salários, certidão negativa de débito com o INSS e o FGTS e documentos que comprovem a quitação dos encargos sociais.
• Carteira Nacional de Vigilante – documento fornecido pela Policia Federal, que comprova a realização do curso de formação de vigilantes e aptidão para o exercício da função.
Fonte: Policia Federal
Profissional tem que ser habilitado
O candidato a vigilante deve ser brasileiro, maior de 21 anos, ter concluído a 4ª série do ensino fundamental é:
- ter sido aprovado em curso de formação que esteja dentro do prazo de validade (esses cursos têm validade de dois anos e duração de 120 horas, e só podem ser ministrados por empresa autorizada);
- ter sido aprovado em exames de saúde e de aptidão psicológica;
- não ter condenação criminal ou registros de indiciamento em inquérito policial ou que esteja sendo processado criminalmente;
- estar em dia com as obrigações eleitorais e militares;
- possuir CPF e carteira de trabalho.
A cada dois anos o vigilante precisa fazer curso de reciclagem e novos exames de saúde, pagos pela empresa. O exame psicológico deve ser aplicado por profissionais previamente cadastrados pela Polícia Federal, que registra os vigilantes aptos a exercer a profissão e emite a Carteira Nacional de Vigilante, de uso obrigatório. As empresas ainda fornecem todo o equipamento exigido para o exercício da atividade, incluído o uniforme. Policiais são proibidos de fazer segurança privada e de serem proprietários de empresa de segurança.
Fonte: Polícia Federal
Serviço especializado
O Grupo TecnoSeg, criado desde 1995, presta serviços na área de segurança privada, adotada por uma política de qualidade, mantém-se no rank da qualidade e da qualificação dos colaboradores. É composto pelas empresas:
• TecnoSeg – Segurança Eletrônica e Serviços Especializados;
• TecnoGuarda – Vigilância Armada e Transporte de Valores;
• TecnoBus – Monitoramento de Frotas.
Para o Ivan Hermano Filho, Diretor-presidente do Grupo Tecnoseg, “é importante que as pessoas ao contratarem os serviços de uma empresa, busquem informações da mesma, xequem no Sindicato das Empresas de Vigilância, se é autorizada a atuar no ramo e façam uma visita na sede”, completa ele.
Segundo ele 80% que procuram os serviços de segurança, são pessoas jurídicas e 20% pessoa física.
Ivan que é também especialista em segurança, ministra palestras de como se preparar para enfrentar situações de risco, como e quando reagir. Segundo ele, quem pode trabalhar como vigia, é o profissional que fez o curso de segurança em escola especializada e possue a Carteira Nacional de Vigilante.
De acordo com ele, armas não bastam para tornar um condomínio mais seguro. É preciso um projeto de segurança, que inclui análise de risco, normas e procedimentos e plano de contingência, sendo este último típico relativo a situações emergenciais. Esse tipo de planejamento, diz, somente as empresas sérias costumam fazer, o que não seria o caso das empresas clandestinas. Para levar um vigilante armado para dentro do prédio, é preciso verificar a posição da guarita e os equipamentos de segurança disponíveis, além de fazer um levantamento das ocorrências mais comuns na região. Se não há esse planejamento, a arma pode representar um perigo, não um aliado.